quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Pedagogia 3º Semestre/2012



Ficha de análise cinematográfica

Filme: Moça com brinco de pérola


         1- Faça em poucas palavras um resumo da história.

            Moça com brinco de pérola é um filme que retrata e expõe bem as obras do pintor Johhanes Vermeer, que é focado na própria obra  Moça com brinco de pérola.

            O filme conta a história de Great, uma jovem de dezesseis anos, que deixa a casa de seus pais para se tornar em pregada na casa de Vermeer. Através da simplicidade de Great o pintor nota algo diferente nela, algo que não tivesse a ver com a sua postura de empregada. Como se torna frequente a presença de Great na sala onde Vermeer criava seus quadros, aos poucos ela vai se impressionando com o trabalho do pintor, e começa a se envolver no mundo das cores, das luzes, e a partir disso ele nota que ambos possuem um jeito parecido de ver as coisas, e a traz para o mundo da arte. Até que Great se torna personagem de suas obras, onde numa delas Vermeer ousa pegar escondido uma das joias estimadas por sua esposa, para que Great use para um de seus quadros, Mais sua esposa acaba descobrindo por uma de suas filhas que a empregada havia usado uma de suas joias para que pudesse ser pintada, enfurecida a esposa faz com Great deixe a casa, mais no fim Great acaba se tornando a nova dona dos brincos de pérola.


         2- Qual a cena que mais te chamou a atenção? Por quê?

            A cena em que ela tem que furar a orelha. Porque foi interessante o ver a coragem dela em além de passar a dor, também se arriscar sabendo que a esposa de Vermeer pode descobrir que ela não passando de uma empregada, é pintada por seu marido e aida por cima usando uma de suas joias.


         3- Os fatos descritos tem relação com a realidade?

            Sim, para a época em que é decorrido a história muita coisa tem a ver com a realidade, desde a forma de vida das pessoas, fenômenos meteorológicos, a maneira como eram criadas as obras do pintor.


            4- Se pudesse mudar algo no filme, o que seria? Qual outro final possível?

            Se fosse pra mudar, faria com que a sogra de Vermeer não morasse com eles para que não houvesse ambição na família, e faria também com que eles não tivessem além de duas filhas. E um final possível, que mesmo Great deixando a casa do pintor, que ela se casasse com o açougueiro e usasse os conhecimentos sobre pintura que adquiriu na durante o tempo de empregada, e se tornasse uma pintora também muito famosa.


         5-  Com relação à fotografia e cores das cenas, o que pode ser dito?

            Que o pintor favorece a naturalidade e a luminosidade de seus quadros.


            6- Descreva a expressão dos personagens.

  • Great: uma jovem humilde e sonhadora. 

  •  Vermeer: um pintor apaixonado pelo seu trabalho. 

  •  Sogra de Vermeer: uma mulher ambiciosa manipulada pelo dinheiro. 

  •  Esposa de Vermeer: uma mulher carente, e ao mesmo tempo arrogante.

  •  Empregada: temperamento arrogante, que tenta ser a boazinha em tudo.

           

7- Qual outro título daria ao filme? Por quê?

            Da nobreza a face de uma obra. Pelo fato de Great ter originado de uma família pobre, e ainda assim despertar a o desejo de ser pintada pelas mãos de Vermeer.


         8- Quais as grandes diferenças entre o “fazer artístico” e a vida dos artistas da época retratada e os dias atuais?

Que tudo era muito rústico, desde a preparação das tintas até o método usado para pintar, e também os artistas eram muito procurados para fazerem pinturas de reis, rainhas, principes, princesas, enquanto nos dias atuais os artistas pegam tudo pronto, e as obras não são totalmente criadas, são mais releituras para marcar situações, ou até mesmo releituras de obras de outros artistas.


         9- Que tipo de reflexão o filme proporciona?

            Que o conceito de arte pode surgir das coisas mais simples da vida, e também que arte não segue nenhum padrão de beleza, até mesmo porque Vermeer não costumava pintar sua esposa, e acaba descorindo na empregada um perfil ideal para se tornar uma de suas obras.


            10- Indicaria a obra a alguma pessoa? Justifique.

Sim indicaria, porque poucas pessoas tem conhecimento da arte, muitas confundem arte com beleza, e o filme mostra perfeitamente que arte surge da beleza interior, que surge nada mais nada menos que dos sentimentos do artista.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Francisco de Goya

Fuendetodos, 1746 - Bordéus, 1828

 

Pintor espanhol. Goya é um pintor que percorre a pintura espanhola e europeia desde o neoclassicismo de fins do século xviii até ao romantismo. Na sua produção, de uma extraordinária abundância, a originalidade e a variedade compensam com vantagem uma ou outra imperfeição em algum dos seus quadros. A sua arte vai evoluindo ao longo da vida.    

Esquematicamente, pode dizer-se que Goya, partindo do rococó, se entrega à cor com fúria e liberdade e vai sucessivamente descobrindo a beleza dos cinzentos e dos pretos, sem com isso renunciar às cores intensas. Pintor de execução rápida, soluciona as composições de maneira concisa. Realista apaixonado, dá rédea solta a este impulso em quadros de grande riqueza expressiva, tais como O 3 de Maio de 1808 em Madrid, enquanto o contém e tempera nos seus cartões para tapeçarias, de ar mais rococó. Por outro lado, Goya cultiva magistralmente a pintura da imaginação, que dá passagem para o grotesco, para o fantástico e para o monstruoso da natureza humana. Estudando em Madrid e em Itália, a sua mais significativa obra de juventude consiste num conjunto de mais de sessenta cartões para tapeçarias, representando a maior parte cenas populares madrilenas, romarias e verbenas, povoadas por personagens bem ataviadas que bebem, dançam e se divertem. Os mais notáveis são A Cabra-Cega, O Espantalho, A Vindima e O Baloiço. A complexidade destes cartões aumenta, ao ponto de A Pradaria de Santo Isidro não ser transformado em tapeçaria.    

Desta época são O Crucifixo, de inspiração neoclássica, bem como os seus primeiros retratos da corte. Goya fixa nos retratos a sua excepcional penetração psicológica, bem como a sua destreza técnica e o seu impiedoso realismo. Pinta reis, aristocratas, governantes, escritores, actores e toureiros: Carlos III, A Família de Carlos IV, que é o melhor, implacavelmente fiel à realidade; O Conde de Floridablanca, A Família do Duque de Osuna, A Marquesa de Pontejos, O Marquês de San Adrián, A Tirana, etc. Além de alguns auto-retratos, pinta também a Maja vestida e a Maja desnuda, que são duas obras-primas de tema e tratamento insólitos na pintura espanhola da época. Tal como os retratistas ingleses, é um mestre nas representações infantis, como na do seu neto Marianito. Nos retratos da sua última época o uso do preto é de importância fundamental.    

A partir de certa altura, Goya começa a padecer de uma doença que lhe provoca uma surdez progressiva. Começa então a isolar-se, a ensimesmar-se. Deixa de ver, como acontecera com os cartões, o lado agradável da humanidade, fixa-se nos seus defeitos, nos seus aspectos grotescos. Neste sentido, são características Os Caprichos, série de gravuras que revelam uma faceta ascética do artista que continua a manifestar-se até à sua morte. São também desta época os frescos de Santo António da Florida, nos quais se serve de um tema religioso para mostrar uma variedade de tipos populares.    

Quando se verifica a invasão napoleónica, Goya alia-se às hostes dos afrancesados. Nomeado pintor de José Bonaparte, retrata alguns generais franceses. Os acontecimentos desta guerra, cheia de horrores e de sangue, vão mais tarde inspirar-lhe duas das suas mais notáveis pinturas, O 3 de Maio e A Carga  dos Mamelucos. São obras transbordantes de um poderoso ímpeto interior e de uma ardente imaginação. Na série de gravuras Os Desastres da Guerra assomam novamente a veia pessimista e a acentuada expressividade, chegando esta a transformar-se numa forma particular de expressionismo. Terminada a guerra e restituído o trono a Fernando VII, Goya continua a trabalhar na corte, mas quando, em 1823, se instala a monarquia absolutista, parte com muitos outros liberais espanhóis para França, instalando-se em Bordéus. É deste período final A Leiteira de Bordéus e outras obras extraordinárias,  cujo exuberante cromatismo e poderosa técnica de pincel antecipam o impressionismo.    

Na obra de Goya detectam-se impulsos e maneiras de executar que vão posteriormente constituir princípios orientadores de diversos desenvolvimentos importantes da história da pintura nos séculos xix e xx. Assim, na exaltação da cor, nos processos narrativos, existe já o germe do romantismo. Pelo impiedoso naturalismo, pela crítica aguda, é plenamente um pintor realista. Pela técnica pictórica dos seus últimos anos, em que se serve da justaposição de pinceladas de cores puras para formar novas cores e delimitar as massas, os impressionistas reconhecem-no como um precursor. A deformação da realidade, tão significativa nas suas gravuras, é nitidamente expressionista. E tem em comum com os surrealistas as visões fantásticas e oníricas que povoam a sua excepcional obra gráfica.






terça-feira, 31 de julho de 2012

 

Johannes Vermeer














Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675) foi um pintor holandês, que também é conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer.
Vermeer viveu toda a sua vida na sua terra natal, onde está sepultado na Igreja Velha (Oude Kerk) de Delft.
É o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados pelas suas cores transparentes, composições inteligentes e brilhante com o uso da luz.
Pouco se sabe da sua vida. Era filho de Reynier Jansz e Dingenum Baltens. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas (São Lucas). Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir à guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Por vezes até foi obrigado a pagar com quadros dívidas contraídas nas lojas de comida locais. Morreu muito pobre em 1675. A sua viúva teve de vender todos os quadros que ainda estavam na sua posse ao conselho municipal em troca de uma pequena pensão (uma fonte diz que foi só um quadro: a última obra de Vermeer, intitulada Clio). Depois da sua morte, Vermeer foi esquecido. Por vezes, os seus quadros foram vendidos com a assinatura de outro pintor para lhe aumentar o valor. Foi só muito recentemente que a grandeza de Vermeer foi reconhecida: em 1866, o historiador de arte Théophile Thoré (pseudónimo de W. Bürger) fez uma declaração nesse sentido, atribuindo 76 pinturas a Vermeer, número esse que foi em breve reduzido por outros estudiosos. No princípio do século XX havia muitos rumores de que ainda existiriam quadros de Vermeer por descobrir.
Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor holandês. Há opiniões contraditórias quanto à autenticidade de alguns quadros.
A vida do pintor é contracenada no filme "Girl with a Pearl Earring" (2003) do diretor Peter Webber. A atriz Scarlett Johansson interpreta Griet, a moça com brinco de pérola.


Ficheiro:Johannes Vermeer (1632-1675) - The Girl With The Pearl Earring (1665).jpg

 Ficheiro:Jan Vermeer van Delft 019.jpg